Agendar primeira consulta
Fale conosco pelo WhatsApp
Imagem ilustrativa
Imagem: Shutterstock

A ginecomastia é o crescimento da glândula mamária no homem, provocado por um desequilíbrio entre estrogênio e testosterona. Estima-se que atinja entre 32% e 65% da população masculina em algum momento da vida. Quando o quadro ultrapassa doze meses, o tecido se torna fibroso (endurecido) e deixa de responder a tratamento clínico. Nesse ponto, a remoção cirúrgica passa a ser a única alternativa efetiva.

Resumo rápido

  • Ginecomastia é crescimento de glândula. Gordura no peitoral sem glândula é outra condição, chamada lipomastia.
  • Na puberdade, cerca de metade dos meninos apresenta o quadro e mais de 90% regridem sozinhos em até 24 meses.
  • Depois de aproximadamente um ano, a glândula fibrosa. Dieta, treino e medicação não revertem tecido fibrosado.
  • A classificação de Simon divide o quadro em quatro graus e é o que define se basta retirar a glândula ou se será preciso tratar a pele.
  • Ginecomastia é condição benigna e não é lesão pré-maligna.

O que é ginecomastia

A ginecomastia é a proliferação benigna do tecido glandular mamário masculino. O homem tem glândula mamária, ainda que rudimentar, e ela responde a estímulo hormonal da mesma forma que a feminina. Quando a relação entre estrogênio e androgênio se desloca em favor do estrogênio, essa glândula prolifera.

O crescimento costuma começar como um nódulo firme logo abaixo da aréola, às vezes doloroso ao toque, com frequência assimétrico entre os dois lados. Muitos pacientes chegam ao consultório achando que se trata de um caroço isolado e só depois entendem que aquilo é a própria glândula aumentada.

A condição tem três picos de incidência ao longo da vida. O primeiro ocorre no recém-nascido, por passagem de hormônios maternos, e resolve nos primeiros meses. O segundo aparece na puberdade, tipicamente entre 13 e 14 anos. O terceiro surge a partir dos 50, quando a produção de testosterona cai e a conversão periférica de androgênios em estrogênio aumenta.

Vale registrar um ponto que costuma aliviar bastante o paciente na consulta: ginecomastia não é lesão pré-cancerosa. O câncer de mama masculino existe, mas é raro e se apresenta de forma diferente, geralmente como nódulo duro, fixo, excêntrico em relação à aréola, com alterações na pele ou secreção pelo mamilo.

Ginecomastia ou gordura no peito? A diferença que muda o tratamento

Essa é a dúvida mais frequente quando pacientes chegam até meu consultório, e a resposta define a conduta inteira. Vou tentar explicar para vocês as três situações distintas que existem.

A ginecomastia verdadeira é proliferação de glândula. A lipomastia, também chamada de pseudoginecomastia, é acúmulo de gordura no peitoral sem crescimento glandular. A terceira possibilidade é a forma mista, que combina as duas e representa a maior parte dos casos que operamos.

Diferenças entre ginecomastia glandular e lipomastia na avaliação clínica.
CaracterísticaGinecomastia glandularLipomastia (gordura)
Consistência à palpaçãoFirme, às vezes elástica, bem delimitadaMacia, difusa, sem limite definido
LocalizaçãoConcentrada atrás da aréolaDistribuída por todo o peitoral, continuando para o flanco
Dor ou sensibilidadeComum nas fases iniciaisAusente
Resposta a emagrecimentoNão regrideReduz proporcionalmente à perda de peso
Relação com peso corporalOcorre em homens magrosAssociada a sobrepeso
TratamentoExige remoção da glândulaLipoaspiração isolada resolve

Como é o autoexame e por que ele não substitui a avaliação

Deitado, com a mão atrás da cabeça, o paciente pode palpar a região retroareolar com a polpa dos dedos da mão oposta. Se houver um disco firme e móvel sob a aréola, com borda perceptível, é glândula. Se a sensação for de tecido macio e uniforme que se confunde com o resto do peitoral, provavelmente é gordura.

Esse teste orienta, mas não fecha diagnóstico. A distinção entre glândula fibrosada e gordura densa em paciente com peitoral volumoso é difícil na palpação, e essa é exatamente a situação em que errar o diagnóstico leva a operar de forma inadequada. Um paciente com componente glandular submetido só a lipoaspiração sai da cirurgia com o nódulo retroareolar intacto.

Quando a ultrassonografia é solicitada

A ultrassonografia mamária diferencia tecido glandular de adiposo com boa precisão e é o exame que peço com mais frequência na dúvida entre as duas condições. Ela também documenta a espessura da placa glandular, o que ajuda no planejamento cirúrgico.

Mamografia é reservada para situações em que há suspeita de malignidade, o que é incomum. Quando o exame físico levanta sinais atípicos, a investigação muda de rumo e deixa de ser um caso de cirurgia plástica.

Para saber mais, entre em contato e agende uma consulta!

AGENDAR PRIMEIRA CONSULTA

Graus de ginecomastia: a classificação de Simon

A classificação de Simon, descrita em 1973, continua sendo a referência prática porque separa os casos exatamente pelo critério que interessa ao planejamento: existe ou não excesso de pele.

Classificação de Simon e a implicação cirúrgica de cada grau.
GrauApresentaçãoImplicação cirúrgica
IAumento discreto, restrito à região retroareolar, sem excesso de peleRetirada da glândula com abordagem mínima
IIaAumento moderado, sem excesso de peleGlândula associada a lipoaspiração do peitoral
IIbAumento moderado com excesso cutâneo discretoDepende da qualidade da pele; tecnologias de retração podem ser suficientes
IIIAumento acentuado com excesso cutâneo evidente, aréola alargada e ptoseCostuma exigir ressecção de pele e reposicionamento do complexo areolar

Um detalhe que muda a expectativa do paciente: o grau não depende só de quanto tempo o quadro existe. Homens que perderam peso importante, seja por cirurgia bariátrica ou por uso de análogos de GLP-1, chegam com pele redundante desproporcional ao volume glandular. Nesses casos o problema principal deixa de ser a glândula. Tratei do tema em detalhe no texto sobre cirurgia plástica depois do Ozempic.

Quais são as causas da ginecomastia

Alterações hormonais fisiológicas

Na puberdade, o pico de estradiol antecede o de testosterona e cria uma janela de predomínio estrogênico. Cerca de metade dos meninos em fase puberal média desenvolve algum grau de ginecomastia, e mais de nove em cada dez casos regridem espontaneamente em até dois anos.

No envelhecimento o mecanismo é outro. A testosterona cai gradualmente e, ao mesmo tempo, o aumento do tecido adiposo eleva a atividade da aromatase, enzima que converte androgênios em estrogênio. A relação se inverte de forma lenta e o quadro se instala sem que o paciente identifique um momento de início.

Medicamentos

Em homens acima de 60 anos, medicamentos respondem por cerca de 80% dos casos. A lista é longa e inclui espironolactona, cimetidina, finasterida e dutasterida, cetoconazol, alguns antipsicóticos, antirretrovirais e bloqueadores de canal de cálcio.

Isso importa por um motivo prático. Se o medicamento continuar sendo usado depois da cirurgia, existe estímulo residual para nova proliferação. Quando identifico essa relação, a conversa com o médico que prescreveu vem antes do agendamento cirúrgico.

Condições clínicas que exigem investigação

Em adultos, a investigação encontra uma causa subjacente em torno de 45% a 50% dos casos. Hipogonadismo primário, doença hepática crônica, insuficiência renal, hipertireoidismo e, mais raramente, tumores produtores de hCG entram no diagnóstico diferencial.

Ginecomastia de instalação rápida, dolorosa, em paciente adulto sem exposição a medicamento ou substância conhecida, é situação que investigo antes de propor qualquer cirurgia. Operar sem esclarecer a causa trata o sintoma e deixa o problema.

Como é feito o diagnóstico

O exame físico responde à maior parte das perguntas. Palpo a região retroareolar buscando a placa glandular, avalio a simetria, verifico a presença de dor, meço o diâmetro areolar e faço o teste de pinçamento da pele para estimar a qualidade e o excesso cutâneo.

A anamnese cobre tempo de evolução, velocidade de instalação, variação de peso nos últimos anos, medicamentos em uso, consumo de álcool e uso de substâncias com efeito hormonal. Essa última pergunta precisa ser feita de forma direta e sem julgamento, porque é comum o paciente omitir na primeira consulta.

A avaliação laboratorial não é obrigatória em todos os casos. Solicito quando há sinais de hipogonadismo, quando o quadro é recente e de crescimento rápido, ou quando não há causa aparente. Nesses casos o painel costuma incluir testosterona total e livre, estradiol, LH, FSH, prolactina, TSH e função hepática e renal.

Ginecomastia por anabolizante: por que acontece e como é tratada

Este é hoje o motivo mais frequente de consulta por ginecomastia entre homens de 25 a 40 anos no meu consultório. O mecanismo é conhecido e vale entender, porque explica por que o quadro costuma não regredir sozinho.

O mecanismo: aromatização

Esteroides androgênicos anabolizantes elevam a concentração de androgênios muito acima da faixa fisiológica. Parte desse excedente é convertida em estradiol pela aromatase, presente sobretudo no tecido adiposo. O resultado é uma elevação absoluta de estrogênio combinada à supressão da produção testicular própria.

Compostos com maior taxa de aromatização, como testosterona em doses altas e metandrostenolona, apresentam risco maior. Derivados da nandrolona produzem estímulo por via progestagênica, o que faz com que o quadro apareça mesmo em pacientes que usaram antiestrogênicos.

Por que antiestrogênicos não revertem glândula fibrosada

A glândula passa por fases histológicas previsíveis. Nos primeiros quatro meses o tecido é florido, com proliferação ductal e inflamação periductal. Entre quatro e doze meses ocorre a transição. Depois de aproximadamente um ano predomina fibrose com hialinização do estroma.

Tecido fibrosado não tem receptor ativo para responder a bloqueio hormonal. Inibidores de aromatase e moduladores seletivos de receptor de estrogênio atuam sobre proliferação em curso, não sobre cicatriz. Por isso o paciente que passou um ano tentando resolver com medicação chega ao consultório com o mesmo nódulo do início, agora mais duro.

Um alerta necessário: automedicação com essas substâncias é frequente nesse grupo e tem consequências próprias sobre eixo hormonal, densidade óssea e perfil lipídico. Qualquer tentativa de tratamento clínico precisa de acompanhamento com endocrinologista, não de protocolo de internet.

Suspensão antes da cirurgia

Na minha rotina, exijo suspensão do anabolizante por 21 dias antes da data cirúrgica. Esse prazo não tem relação com regressão da glândula. É uma janela de segurança perioperatória: o uso de androgênios em dose suprafisiológica eleva o hematócrito e altera a hemostasia, e o intervalo permite que esses parâmetros se estabilizem antes da anestesia, reduzindo risco de sangramento intraoperatório e de hematoma no pós.

A estabilização da glândula é outra escala de tempo. Quando o quadro é recente e o paciente interrompe o ciclo, a literatura descreve possibilidade de regressão ao longo de meses. Passado o primeiro ano, essa possibilidade praticamente desaparece.

Recorrência

A recidiva após cirurgia em pacientes que retomam o uso está descrita em série clássica de casos e é atribuída principalmente a tecido subareolar hormonalmente ativo deixado no leito. A técnica reduz esse risco pela ressecção adequada, mas não elimina o estímulo. Paciente que volta ao ciclo tem chance real de desenvolver novo crescimento.

A ginecomastia tem tratamento sem cirurgia?

Em parte dos casos, sim, e é honesto dizer quais.

Ginecomastia puberal é acompanhada, não operada, na grande maioria das vezes. A conduta padrão é observação com reavaliação periódica, porque a regressão espontânea é a regra.

Ginecomastia medicamentosa recente pode regredir com a suspensão ou substituição do fármaco, desde que a troca seja possível do ponto de vista clínico. Ginecomastia por hipogonadismo pode melhorar com reposição de testosterona conduzida por endocrinologista.

O que não funciona: dieta e musculação não removem glândula. Eles reduzem o componente adiposo e, em alguns pacientes magros, isso torna a glândula mais evidente em vez de menos. É uma frustração comum entre homens que treinam há anos e não veem mudança na região.

Cirurgia de ginecomastia: como é feita

Técnica

Em cerca de 90% dos meus casos, associo vibrolipoaspiração à adenectomia. A vibrolipoaspiração trata o componente adiposo do peitoral e a transição para o flanco, criando um contorno contínuo. A adenectomia remove a placa glandular, que não responde à cânula por ser fibrosa.

A ordem importa. Aspiro primeiro, o que reduz o volume adiposo e delimita melhor a glândula, e só depois faço a ressecção. Essa sequência permite retirar a glândula deixando uma lâmina fina de tecido sob a aréola, o que evita a depressão retroareolar, um dos defeitos mais difíceis de corrigir depois.

Os princípios técnicos aqui são os mesmos da lipoaspiração em outras regiões, com particularidades do peitoral masculino que descrevi no texto sobre lipoaspiração masculina.

Onde fica a cicatriz

Minha incisão padrão é periareolar inferior, acompanhando o limite entre a aréola pigmentada e a pele. A transição de cor camufla a cicatriz, que costuma medir de 3 a 4 centímetros e se torna pouco perceptível com a maturação.

Nos casos que exigem tratamento de pele, o desenho muda e a cicatriz deixa de ser restrita à borda areolar. Isso é discutido antes, com o paciente, e faz parte da decisão de operar.

Quando é necessário tratar a pele

Nos graus IIb e III existe excesso cutâneo. A conduta depende da magnitude e da qualidade da pele.

Em casos leves, com pele de boa elasticidade, uso tecnologias de retração associadas no mesmo tempo cirúrgico. O Renuvion é uma das opções nessa situação. A retração obtida é limitada e não substitui ressecção quando o excesso é grande.

Quando há redundância importante, avalio a ressecção cutânea no mesmo tempo cirúrgico. Essa decisão é tomada caso a caso, considerando a extensão do excesso, a posição da aréola e o quanto o paciente aceita trocar cicatriz por contorno. Não existe resposta única, e é uma das conversas mais longas da consulta.

Anestesia, tempo e internação

A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar. A anestesia costuma ser geral ou peridural com sedação, definida com o anestesiologista conforme o caso e o histórico de saúde. O tempo cirúrgico varia com o grau e com a necessidade de tratar pele.

Não uso dreno de rotina. A hemostasia cuidadosa durante a ressecção e o uso do colete compressivo desde o centro cirúrgico cumprem a função na maior parte dos casos.

Recuperação: o que esperar semana a semana

  1. Primeiras 48 horas. Desconforto controlado com analgesia oral, sensação de aperto pelo colete e edema. Repouso relativo, sem elevar os braços acima da linha dos ombros.
  2. Primeira semana. Retorno para curativo e avaliação. Equimoses no peitoral e na parede lateral do tórax são esperadas e mudam de cor ao longo dos dias. Trabalho administrativo costuma ser retomado nesse período.
  3. Segunda semana. Liberação para treino de membros inferiores, sem esforço que exija estabilização de tronco. Nada de supino, remada, desenvolvimento ou qualquer exercício que recrute o peitoral.
  4. Terceira e quarta semana. O edema começa a ceder e o contorno se define parcialmente. O colete permanece em uso até completar quatro semanas.
  5. Trinta dias. Liberação para treino de membros superiores, com retomada progressiva de carga. A progressão é gradual, não retorno direto à carga anterior.
  6. Terceiro ao sexto mês. Fase de acomodação. Áreas de endurecimento pontual são comuns e tendem a amolecer. A cicatriz atravessa o período de maior visibilidade antes de clarear.
  7. A partir de seis meses. O contorno se aproxima do resultado final. A maturação da cicatriz continua por até 12 a 18 meses.

O colete compressivo é usado por quatro semanas, em tempo integral, com retirada apenas para banho. Ele controla edema, mantém a aderência da pele ao plano profundo e reduz o risco de seroma.

Riscos e complicações possíveis

Toda cirurgia envolve risco, e a de ginecomastia tem complicações específicas que precisam estar claras antes da decisão.

  • Hematoma. A complicação mais relevante nas primeiras horas. É o motivo pelo qual a suspensão de anabolizantes e de medicamentos que interferem na coagulação é levada a sério.
  • Seroma. Acúmulo de líquido no leito cirúrgico, geralmente tratado com punção ambulatorial.
  • Depressão retroareolar. Ocorre quando se remove tecido em excesso sob a aréola. Difícil de corrigir e evitável com técnica adequada.
  • Assimetria. Os dois lados raramente são idênticos antes da cirurgia e podem permanecer diferentes depois.
  • Alteração de sensibilidade da aréola. Comum nas primeiras semanas e habitualmente transitória. Alteração permanente é possível.
  • Alterações de cicatrização. Cicatriz hipertrófica ou queloide, com maior incidência em pacientes com histórico prévio.
  • Necessidade de retoque. Irregularidades de contorno podem exigir procedimento complementar.

Quem é candidato e quem não é

Considero o paciente adequado para cirurgia quando o quadro está estabelecido há mais de um ano, o peso está estável há pelo menos seis meses, a causa foi esclarecida e tratada quando possível, e não há uso ativo de substância com estímulo hormonal.

Adio a cirurgia quando o paciente está em processo de emagrecimento importante, quando a ginecomastia é puberal e ainda dentro da janela de regressão espontânea, quando há causa clínica não investigada, e quando o paciente pretende retomar ciclo de anabolizante depois de operar.

Pacientes que perderam peso significativo com frequência combinam ginecomastia com outras demandas de contorno corporal. Nesses casos avalio o tronco como um conjunto, o que pode envolver abdominoplastia masculina ou procedimentos em membros, como a cruroplastia masculina.

A indicação depende de avaliação individual com cirurgião plástico qualificado. Nenhum critério listado aqui substitui exame físico.

Perguntas frequentes sobre ginecomastia

Ginecomastia volta depois da cirurgia?

A glândula removida não se regenera. A recidiva ocorre quando permanece tecido subareolar hormonalmente ativo no leito cirúrgico e o estímulo hormonal continua presente. O risco é maior em pacientes que retomam o uso de anabolizantes ou mantêm medicamento associado ao quadro. Sem estímulo persistente, o resultado é estável.

Como saber se é ginecomastia ou gordura?

Ginecomastia é firme, concentrada atrás da aréola, com borda palpável, e ocorre mesmo em homens magros. Gordura é macia, difusa, distribuída por todo o peitoral e reduz com emagrecimento. A ultrassonografia mamária diferencia as duas com precisão e é o exame indicado quando a palpação deixa dúvida.

Quanto tempo depois da cirurgia de ginecomastia posso voltar a treinar?

Na minha conduta, treino de membros inferiores é liberado com duas semanas, desde que não exija estabilização de tronco. Membros superiores e qualquer exercício que recrute o peitoral são liberados com 30 dias, com retomada progressiva de carga. Antecipar esse prazo aumenta o risco de seroma e de alteração no contorno.

A cicatriz da cirurgia de ginecomastia fica aparente?

A incisão periareolar inferior é posicionada na transição entre a aréola pigmentada e a pele, o que camufla a cicatriz. Mede de 3 a 4 centímetros e se torna pouco perceptível ao longo de 12 a 18 meses. Casos com excesso de pele exigem incisões maiores, discutidas antes da cirurgia.

Plano de saúde cobre cirurgia de ginecomastia?

A cirurgia consta no Rol de Procedimentos da ANS e pode ter cobertura quando há indicação clínica documentada, não em caráter estético. A operadora avalia relatório médico, exames e a classificação do caso. A análise é individual e o resultado varia entre operadoras e contratos.

Ginecomastia na adolescência precisa operar?

Na maioria dos casos, não. Cerca de metade dos meninos apresenta o quadro na puberdade e mais de 90% regridem espontaneamente em até 24 meses. A conduta padrão é acompanhamento. A cirurgia é considerada quando o quadro persiste além desse período ou causa impacto psicológico relevante, sempre com avaliação individualizada.

Avaliação

O diagnóstico correto entre glândula, gordura e forma mista define a técnica e o resultado. Agende uma avaliação para exame físico e definição de conduta.


Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui consulta médica. Toda cirurgia plástica envolve riscos e a indicação depende de avaliação individual com cirurgião plástico qualificado.

Escrito por Dr. Fernando Freitas — Cirurgião Plástico
CRM-SP 165046 | RQE 86753
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
Publicado em 01/12/2024 | Última atualização em 25/08/2026

Referências

  1. Kanakis GA, et al. EAA clinical practice guidelines — gynecomastia evaluation and management. Andrology, 2019. PubMed
  2. Yasmin E, et al. Gynecomastia: a systematic review of pharmacological treatments. Frontiers in Pediatrics, 2022. PMC
  3. Beniwal M, et al. The Burden of Anabolic Androgenic Steroid-Induced Gynecomastia. Indian Journal of Plastic Surgery, 2023. PubMed
  4. Silverman RT, et al. Management of Gynecomastia Due to Use of Anabolic Steroids. Plastic and Reconstructive Surgery, 2001. Journal

Acompanhe também no Instagram

@drfernandofreitasplastica

b