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Imagem: Shutterstock

Lipedema no tornozelo pode estar impedindo você de ter pernas mais leves e saudáveis

O inchaço persistente e a desproporção entre pernas e tornozelos são queixas comuns de mulheres que sofrem com lipedema. Mesmo com dietas restritivas e prática de exercícios, a gordura acumulada nessa região não desaparece, gerando não apenas um impacto estético, mas também dor e desconforto.

O lipedema no tornozelo é uma condição progressiva que pode afetar a mobilidade e a autoestima da paciente, mas, afinal, como identificar esse problema e quais são as melhores formas de tratamento? Continue a leitura para entender melhor esse distúrbio frequentemente confundido com outras doenças!

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O que é lipedema no tornozelo?

O lipedema é uma condição crônica que afeta quase que exclusivamente mulheres e se caracteriza pelo acúmulo anormal de gordura nos membros inferiores. Quando a doença atinge os tornozelos, causa um aumento de volume desproporcional que resulta na aparência de uma “cintura” entre a perna e o pé, como se fosse uma prega ou um anel circunferencial na região.

Essa alteração ocorre devido ao acúmulo de gordura doente, isto é, que não responde a dietas ou exercícios. Além da aparência estética, o lipedema no tornozelo pode provocar dor ao toque, hematomas frequentes e sensação de peso nas pernas. Embora a doença possa progredir, levando a complicações como linfedema secundário (lipolinfedema), o diagnóstico precoce e o tratamento adequado ajudam a reduzir os impactos na qualidade de vida.

Sintomas do lipedema no tornozelo

Os principais sinais do lipedema no tornozelo são:

Volume persistente: o aumento da região do tornozelo não desaparece mesmo após fazer um repouso prolongado ou colocar as pernas para cima;

Desproporção entre a panturrilha e o pé: o tornozelo fica mais espesso do que o normal, criando um “degrau” entre a perna e o pé;
Dor ao toque: a região afetada fica sensível e dolorida, especialmente ao ser pressionada;
Facilidade para hematomas: pequenos traumas podem resultar em manchas roxas devido à fragilidade dos vasos capilares;

Pés livres do inchaço: diferentemente do linfedema, o lipedema poupa os pés (caso haja inchaço nessa região, devemos pensar em outras alterações);
Piora ao longo do dia: o desconforto e o inchaço podem aumentar com o tempo em pé ou após longos períodos sentada;

Dificuldade para usar calçados de cano alto: frequentemente, as minhas pacientes relatam não conseguir usar botas e outros calçados devido ao volume da canela.

Diagnóstico do lipedema no tornozelo

O diagnóstico do lipedema no tornozelo é clínico, ou seja, baseado na história da paciente e no exame físico realizado por um cirurgião plástico especializado no assunto. Como não há exames laboratoriais ou de imagem específicos para a sua detecção, é essencial diferenciá-lo de outras condições, como:

Linfedema: causa retenção de líquido e edema progressivo, enquanto no lipedema a gordura se deposita de maneira simétrica e não há afundamento ao pressionar a pele (sinal de retenção de líquido);
Obesidade: no lipedema, a gordura não responde à perda de peso, enquanto na obesidade há uma redução proporcional do volume corporal;
Insuficiência venosa crônica: veias dilatadas, varizes e pigmentação escura na pele são características mais comuns da insuficiência venosa, não do lipedema.

O médico que irá te avaliar pode solicitar exames complementares, como ultrassonografia vascular ou linfocintilografia, para descartar outras condições.

Tratamentos para lipedema no tornozelo

O tratamento do lipedema no tornozelo pode ser conservador ou cirúrgico, dependendo do estágio da doença e do impacto na qualidade de vida da paciente. Vou destacar os principais tratamentos que existem a seguir.

Tratamento conservador

Terapia compressiva: o uso de meias de compressão melhora a circulação e reduz o inchaço;

Drenagem linfática manual: técnica que auxilia a eliminação de líquidos retidos nos tecidos;
– Atividade física de baixo impacto: exercícios como hidroginástica e caminhada ajudam a fortalecer a musculatura sem sobrecarregar as articulações;

Alimentação anti-inflamatória: dieta equilibrada, rica em proteínas e pobre em carboidratos refinados pode ajudar a reduzir a inflamação e os sintomas.

Tratamento cirúrgico

Nos casos em que as pacientes apresentam sintomas de difícil controle (mesmo as que estão em um grau inicial), elas podem se beneficiar da cirurgia de lipoaspiração realizada por um cirurgião plástico experiente, associada ou não a tecnologias como laser ou Renuvion, para tratar a flacidez de pele.

Sabidamente, esse procedimento cirúrgico melhora os sintomas dolorosos, evita a progressão da doença e em muitos casos traz uma melhora estética associada, mesmo que a lipoaspiração não cure o lipedema. O pós-operatório exige uso de meias compressivas, drenagem por uma equipe especializada e acompanhamento médico para garantir melhores resultados.

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Como prevenir o avanço do lipedema no tornozelo?

Embora o lipedema seja uma condição crônica, algumas medidas ajudam a evitar a sua progressão:

Manter um peso saudável: embora o lipedema não seja causado pela obesidade, o excesso de peso pode agravar os sintomas;
Evitar longos períodos em pé ou sentada: movimentar-se regularmente melhora a circulação;
Investir em atividades físicas apropriadas: exercícios de baixo impacto, como pilates e hidroginástica, são benéficos;
Adotar uma dieta equilibrada: alimentação anti-inflamatória pode ajudar a reduzir o agravamento da doença;
Fazer uso regular de meias de compressão: reduz o inchaço e melhora a sensação de peso nas pernas.

O lipedema no tornozelo pode ser frustrante e doloroso, mas, com o diagnóstico correto e um plano de tratamento adequado, é possível controlar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida. Se você percebeu sintomas como volume persistente, dor ao toque e desproporção entre pernas e tornozelos, busque um especialista para avaliar o seu caso e indicar o melhor tratamento.

Você se identificou com os sintomas? Compartilhe este artigo e ajude mais mulheres a conhecer essa condição!

Fonte:
Dr. Fernando Freitas

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